Destino....História de amor...

Destino....História de amor...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

**Capitulo 1**

Quando o futuro é nos revelado...




(O sol nascera, mais um dia de Outono se avizinhava. Na rua, ouvia-se o soprar do vento que abanava freneticamente os ramos das árvores como se brincasse com as mesmas. No calor dos cobertores, encontrava-se Luana, linda e serena a dormir. Luana, era uma adolescente de 17 anos, com longos cabelos loiros, os seus olhos eram azuis como a água, tinha estatura média e uma pele que fazia lembrar a cor do caramelo. O que mais a diferenciava, era o seu sinal em forma de meia lua no pescoço, sinal esse que inspirara os seus pais na escolha do seu nome ao nascer).
Triri... Triri...
_Oh!...não quero pôr apé... (resmungou Luana ao ouvir o despertador tocar).
_ Bom dia pirralha! prepara-te que o Daniel já está lá em baixo à tua espera... não queres fazer esperar o teu amorzinho...pois não? (disse Diva, a irmã mais velha de Luana).
(Diva tinha 20 anos, era alta, bastante magra, o seu cabelo era curto, preto e tinha olhos verdes. Era muito vaidosa, sendo que não podia passar na rua sem chamar a atenção de todos pelas suas roupas cheias de estilo).
_ Põe-te apé!! estás atrasada... (gritou Diva).
(Ao notar que Luana nem se mexera, Diva pegara numa almofada e acertara em cheio na cabeça da mesma).
_ Fogo!! nem posso dormir em paz... (resmungou Luana enquanto se erguia).
_ Quero que saias... vou preparar-me para ir para a escola e quero o quarto só para mim... tenho de procurar as minhas botas novas...
(Luana começou a preparar-se para a escola, tinha mudado de casa recentemente e os seus pertences ainda encontravam-se em caixas espalhadas por toda a casa).
_ Tu só tens aulas mais tarde... porquê começares agora a preparar-te?
_ Porque tenho muito que fazer... tenho de esticar o cabelo, maquilhar-me e ver quais os acessórios que vou usar hoje...já agora, o que achas? Levo este cachecol azul turquesa ou este com flores?
_ Não sei... talvez o azul...
_ É melhor o das flores... o azul já está meio fora de moda...
_ Se tu o dizes... vou tomar o pequeno almoço...
_ Vai... não entendes mesmo nada de moda e não...
(Luana tomou o pequeno almoço rapidamente. No lado exterior da casa, estava Daniel à sua espera).
_ Olá boneca...
_ Oi mor!
_ Tinha tantas saudades (disse Daniel dando de seguida um beijo em Luana).
_ Eu também...vamos para a escola?
_ Não posso ir já...tenho de tratar de umas coisas antes...mas vai indo, eu encontro-te lá...
(Luana seguiu caminho rumo à escola. Quando estava já perto, avistou num banco sentada uma rapariga com ar bastante triste, por impulso resolveu ir ao seu encontro perguntar se podia ajuda-la).
_ Olá! (disse Luana sorrindo).
(A rapariga nem se mexeu, olhava fixamente o chão como se estivesse hipnotizada).
_ Eu chamo-me Luana... e tu?
(Mais uma vez não obteve qualquer resposta).
_ Pareces triste... posso ajudar-te em alguma coisa?
_ Podes ressuscitar um morto? (perguntou a rapariga por fim).
_ Não! infelizmente nem com os vivos lido direito... (sorriu).
_ Então não podes ajudar-me...
_ Porquê? morreu alguém próximo de ti?
(A rapariga permaneceu calada).
_ Entendo... não queres falar do assunto. Eu compreendo a tua dor, também já perdi alguém que amava muito... (uma sombra inundou o seu rosto), mas não te esqueças, que seja lá quem perdeste certamente não gostaria de ver-te triste... ainda mais por sua causa...
_ Acho que tens razão... se ela soubesse que eu fiquei triste, certamente voltava dos mortos só para me dar sermão... (sorriu).
_ Finalmente consegui ver-te sorrir...
_ Já notei que és uma boa pessoa... mas não acho que devas permanecer perto de mim...
_ Porquê?
_ És nova na escola certo?
_ Sou... porquê?
_ Logo verás...
_ Luana! até que enfim encontro-te... estou tão feliz por te ver...
_ Sílvia! aqui?
(Sílvia era uma rapariga de 17 anos alta e bastante magra, tinha cabelos loiros tão claros que quase pareciam brancos, seus olhos eram castanhos e tinha o nariz um pouco comprido).
_ Sim... amiga vamos estudar juntas... dá para acreditar!
_ Que bom! estou tão feliz...
_ Vamos ver a escola nova?
_ Espera. Quero apresentar-te uma pessoa que acabei de conhecer...
_ Sílvia esta é... (olhou para a rapariga à espera que disse-se o seu nome).
_ Safira... o meu nome é Safira...
(Safira era uma rapariga de 17anos com cabelo preto e olhos escuros, era de estatura média e andava sempre com roupas escuras apesar de não ser gótica).
_ Olá Safira... prazer em conhecer-te... (disse Sílvia sorrindo forçosamente).
_ Olá!... (respondeu Safira com ar sério).
_ Safira, podes mostrar-nos a escola? (perguntou Luana).
_ Luana... a rapariga pode ter mais que fazer, do que mostrar a escola a duas novatas... (sorriu).
_ É... eu agora vou para a minha sala, vou ter uma aula... (disse Safira rapidamente).
_ Luana quando vais aprender a não dar confiança a qualquer um... (disse Sílvia aborrecida).
_ A Safira estava triste...só queria ajuda-la... pareceu-me ser boa pessoa...
_ Pois a mim pareceu um pouco estranha...mas deixemos de falar dela... O Daniel sempre vem também estudar para aqui?
_ Sim... ele foi buscar-me a casa esta manhã, mas depois recebeu um telefonema e disse que vinha para a escola mais tarde...
_ Ai é... vai ser bom teres o namorado por perto...
_ Sim, muito... ele é tão querido, é um namorado perfeito! (Afirmou Luana com convicção).
_ Pois é... ele realmente é espetacular...
(No final das aulas).
_ Sílvia vamos tomar café?
_ Sim, vamos... estou mesmo a precisar de energia...
_ Olha, está ali a Safira... vou convida-la para vir connosco...
(Sílvia fez cara de descontente).
_ Olá Safira! queres vir tomar um café?
_ Um café?
_ Sim...anda...assim podemos conversar e conhecermo-nos melhor...
_ Desculpa, mas eu não tomo café...
_ Pedes outra coisa... vá... eu estou a convidar, faço questão!
_ Ok. Vamos...
(Quando chegaram ao café, Luana e Sílvia pediram dois cafés e Safira um sumo natural).
_ És daqui? (perguntou Sílvia).
_ Sim... nasci nesta vila...
_ Isto é um pouco subdesenvolvido não?
_ É... sabes como é... fora das cidades há menos industrialização... mais campos... e também mais pessoas curiosas...
_ Como assim? (perguntou Luana intrigada).
_ Aqui, toda a gente fala de toda a gente... é muito fácil ficar com má fama...
_ E tu tens boa fama? (perguntou Sílvia com bastante interesse).
_ Não.
_ Porquê? és uma pessoa tão pacata! (disse Luana).
_ Vocês vão saber de qualquer maneira... e vão fazer como os outros...
_ O que queres dizer?
_ Vão afastar-se de mim... porque sou esquisita...
_ Esquisita? não vejo nada de esquisito em ti! (disse Luana surpreendida).
_ Eu consigo prever o futuro através das chávenas em que tomam café...
_ Estás a brincar! (disse Sílvia dando uma gargalhada de seguida).
_ Não!
_ Então vê o meu... estou curiosa... pega na minha chávena... (disse Luana confiante).
_ É melhor não!
_ Porquê?
_ Porque nem sempre mostra previsões boas... pode ter algo que não queiras saber...
_ Vê! não tenho medo... pega... (deu a sua chávena para as mãos de Safira).
(Safira olhou para a chávena séria por uns instantes).
_ Então o que mostra?
 




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